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Continuam

Continuam Ainda que nublados Claros Seus olhos de mergulho Ainda que enfadados Ainda que mal olhados Insubstituíveis Olhos claros de mergulho Mente luta Perde Meus negros olhos Mergulhados Só quereres Que quereres Ainda que nublados Seus amados Intangíveis Insubstituíveis Olhos claros de mergulho


Leveza (1)

Leve Voa Folha Feliz Levada Vento Fugaz Vento Voa Vaga Leva Fugaz Folha Levada Foge Feliz Leve.


(tarefa: Poema com leveza tanto no conteúdo quanto no som, técnica usada: aliteração em F V)

Leveza

Sibilo Sussuro Sonho Sutileza Leveza Sinto Pressinto Seu sol Seu som Suave Som seu Sob A brisa Brisa Sibila Sussurra Seu som Som seu Soa Ressoa Sopro



(tarefa: Poema com leveza tanto no conteúdo quanto no som, técnica usada: aliteração em S Z - 28.11.17)

Exatidão

Tio Tadeu disse Matemática exata Nada de sintática Gramática inexata Texto interpretado Literatura psicopata Dita pondera Chata matemática Tadeu rebate Exata matemática Dois e dois quatro Fato. Dita inexata Tenta a matemática Dois e dois Vinte e dois De fato... Geometria Diâmetros Lados e lados Multiplica Divide Subtrai Exatidão demais Sede de letras Sede do abstrato Fato: Dita destoa
da matemática

(tarefa: Poema com exatidão tanto no conteúdo quanto no som, técnica usada: aliteração em T D)

Poema com Som de Lua

Iluminada Arredondada Clara solaridade Apaixonada Ara a alma Na madrugada Alada alma calejada Iluminada Enluarada Arredondada alma Esbanjada na madrugada Enluarada Arredondada solaridade Esbranquiçada Na minh’alma abobada Na caminhada iluminada Minh’alma laçada Pela madrugada Arredondada Iluminada Apaixonada Enluarada.


(Exercício em aula - Curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo, assonância em a, 23.nov.17)

Vinícius

Lindo amigo Menino crescido Lírico Querido Positivo Amigo ímpar Idealista Nítido amigo Quisto Florido Lírio amigo A ti Vinícius Amigo vizinho Vini Maninho Da amiga Vizinha maninha Metida a poetisa Linhas amigas Poesia Alegria Vida feliz E linda.
(Poema com assonância em i, 23/11/2017 - Aniversário de Vini)

Manhã

Manha Cama Manhã mansa Mãos aninhadas Pernas emaranhadas Almas mareadas Amantes sonolentos Namorados
Mansidão manhosa Aninhadas mãos Emaranhadas pernas Maré almejada Sono amante
Cama Manha Manhã animada Mãos misturadas Pernas mescladas Almas nuas Amantes emaranhados Namorados




(Exercício Poema com aliterando S Z - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo, 22.nov.17)

Onofre

Onofre foi Onofre viveu Festejou Viajou Foi Onofre voou Viveu Vivenciou Financiou Velejou Fez Desfez Conviveu Avaliou Foi feliz Cultivou violetas Vespertinas violetas Floriu Afagou Vociferou Felicitou Onofre folheou Ventou Sofreu Viveu Onofre sussurrou Findou Flutuou Onofre fugaz Foi.


(Exercício Poema com aliterando F V - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Sopro

Sopro Sonho Seu som ressoa Sua voz zanza Sopra Seu ser sinto Passagem fugaz Assaz Voraz zumbido Assíduo Sinto você Seu som Sentidos passados Presente presença Sinto Sopro Sonho Sigo seu ser Sigo sentida Sentindo sempre Você Saudade Sal da sua saliva Saudade acintosa Saudosa do seu ser Sinto Acentuo Sofro Saudade do seu som Sua voz zanzando Seu sorriso Seu ser sonoro Assim assim Sugando meu céu Só saudade Só de você Som zanza Soprando Sonho Sopro
(Exercício Poema com aliterando S Z - curso Iniciação à Redação Literária c/ Gílson Rampazzo)

Olhos latentes

Luzes Latentes Alhures Olhos de lentes Olhares Loucos latentes Luzes circulares Lugares iluminados Luminosos Aqueles olhos latentes Lânguidos Enluarados Olhos em lentes Lentos olhos Olhos circulares Olhares aflorados Molhados Calados Lírios em lentes Enluarados Luminosas luas Olhos holísticos Líricos Olhares aliterados Olhos alhures Levados Livres Fagulhas Alardes Olhos polêmicos Libertinos Lépidos Olhos paralelos Aloprados lábios Alinhados Olhos aliciantes Lisérgicos Floridos Deleite Olhos lentos Lentos lúdicos Límpidos Alagados Olhos claros de mergulho


(Exercício Poema com aliterando L LH - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo, 21.nov.17 - colaboração no título: Iago Stefani)

Ela

Ela era Ela é Ela época Ela velha Ela épica Ela nela Ela pega Ela leste Ela oeste Ela interna Ela externa Ela festa Ela imersa Ela conversa Ela pondera Ela mel Ela fel Ela esfera Ela apneia Ela incerta Ela acerta Ela aberta Ela viela Ela pinguela Ela pedra Ela peça Ela aquarela Ela veste Ela aperta Ela paquera Ela capela Ela panaceia Ela meta Ela inferno Ela céu Ela cancela Impera Pudera Ela reverbera.

(Exercício Poema com assonância em é - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo, 26.out.17)

T D

Dia tosco Tosco devaneio Devaneio hostil Hostil dor Dor constante Constante densidade Densidade estática Estática tarde Tarde tardia Tardia distância Distância pedida Pedida despedida Despedida distante Distante felicidade Felicidade adeus Adeus tosco Tosco dia.
(Exercício Poema aliterando T D - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Queda

Queda quieta
Que inquieta Quieta Conquistada Angustiada Quista Sigo gota Inquieta da queda Aguerrida gueixa Largada Caída Agrura grudada Quieta da queda Enrugada Quieta caio Agonia cantada Amargura atracada Queda Caída inquieta Gruta agrura Grudada Coragem magra Quieta Cortejada cortada Quebrada Pinga Que Queda Baque Queda

(Exercício Poema aliterando K G- curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)







Isso

Por Brenda Ligia e Cax Nofre Eu poetizava Enfatizava a luxúria, a vingança. Os corpos nus roçando dentro do peito. O vinho tinto, o sangue encanado Corre e suga Meus ídolos já estão mortos Uns resistem Outros Não! O amor não é morte, corte É sorte, é bote Não. Preço. Peço. Rogo. Privo Não ligo Me esquivo Antigo, contigo Finalizo. Prossigo Não sigo Sigo Prossigo contigo As palavras param Mas nós prosseguimos. É isso.


SP, 07 de novembro de 2017, noite.

Kedma

Kedma é
Kedma perto
certo concreto
certa concreta
Kedma
Kedma festa
Kedma imersa
Kedma quieta
Kedma esmero
Esmero inquieto
Inquieta Kedma
Espera pondera
Pondera peça
Peça incerta
Incerta descoberta
Descoberta Kedma
Kedma janela
persevera
trégua
opera
Kedma conversa
Conversa de Kedma
Kedma aquarela
Supera
Impera


(Exercício: Poema com assonância em é)

Ana Clara

Ana Clara
ama
Ana clara
abraça
Clara palhaça
soterrada luizada
Ana espana
Anda
Clara analisada
encontrada vai
Ana Moana
encanta
Clara ara
Ana planta
planta Ana
Ana canta
encanta
amansa
Clara amada
enluarada
enluarada Clara
amada
Ana Clara

(Exercício: Poema com assonância em a ã)

Amor (não discursivo)

Ama fracionado Ama profusa Ama aparecida Ama iluminada Ama colorida Ama e dança Ama arrebatada Ama e prossegue Ama feito coelho Ama correndo Ama pelo campo Ama onça Ama ultrapassada Ama quebrada Ama sem copos Ama desamarrada Ama amarra Ama de escudos Ama e procura Ama calças largas Ama chinelos velhos Ama pastel de nata Ama cadeira vazia Ama a boneca Ama no canto do quarto Ama a casa Ama o fogo Ama olhos Ama acima Ama céu Ama cinza Ama a frente Ama ipê Ama florida

(Treino: Poema com estrutura não discursiva 1 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Ipê (3)

Ipê cores Cores flores Flores luz Luz braços Braços árvore Árvore sol Sol troféu Troféu beijos Beijos verdes Verdes raízes Raízes caminho Caminho Ipê Ipê amarelo Amarelo ipê


(Poema com estrutura não discursiva 3 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Ipê (2)

Do cinza cores
Da queimada flores Do escuro luz Das pernas braços Do urbano árvores Da noite sol Da derrota troféu Da separação beijo Do seco verde Do ar raízes Da perda caminho Do concreto ipê Só em olhos moles Olhos moles de outono verde Olhos moles de inverno quente Olhos moles de primavera constante Olhos moles de veraneio Olhos moles meus De ipê florido.


(Poema com estrutura não discursiva 2 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Ipê (1)

Ipê cores Ipê flores Ipês luz Ipê braços Ipê árvore Ipê urbano Ipê sol Ipê troféu Ipê beijo Ipê folhas Ipês raízes Ipê caminho Ipê ipê.


(Poema com estrutura não discursiva 1 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Amor

Fracionado e profuso ele aparece feito as luzes coloridas da pista de dança Arrebatada, prossigo feito coelho correndo pelo campo Onça correndo me ultrapassa quebra meus copos Minhas amarras Meus escudos Procuro as calças largas os chinelos velhos o pastel de nata a cadeira vazia a boneca no canto do quarto Mas a casa... A casa pegando fogo Olhos a cima Céu cinzento Olhos a frente: Ipê florido.


(Exercício: Poema com uso de metáforas - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Pedro

Barriga de Pedro Pedro perto Abraço Pensante Pedro Pedra Pulmão Pessoa pequena Brasa Bala Bola Bolo Pedro possante Impulsivo Bravo Brasa! Boca bonita Bico Beiço Beijo Protejo Projeto Predileto Preferido Benquisto Bendito Parte aparte Me abate Por Pedro Babo.


(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Rascunho

Desbaratada Bebia Prosseguia Apaixonada Apetecida Emputecida Pietá Preta a barba Bonita Bia Boiava Babava Aprovava Beliscava Embasbacada

(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Política

Político bom pode?
Poderia Precisaria aparecer... Precisa Presença “bonita”? Bastante Propina Abundante Bem apessoados Bem despreparados Bem preparados Pra aprontar O povo? Padece Pranteia Pira O podre aparece Pobre peca Político prevalece Poder apodrece Político apressado Pobre estropiado Pisoteado Político boemia Pobre putaria Político abonado Pobre vagabundo Político supõe Povo supunha Política pública: Povo oprimido Comprimido Subnutrido.


(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

A parte preta

Presença Preta Bela Impera Bate Pede Precisa Proclama Aporta Aborda Importa Importância Preta? Branca? Personagem Cabelo? Preto de branco Pele? Complicada Preta esbranquiçada Branca empretecida Parida Pessoa P e s s o a Encoberta Perdida.

(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

P&B

Barba do Prato Aparece Brilha Perna bamba Abraço Beijo Pedra Balança, balança Paisagem:
barba Boca
Bigode Pode Pula Baila Bom baile Progresso Panorama Papo Plácido Aplacada Respira Papilas Obcecadas A boca Bebida Perfume Batidas profanas Vibração Entorpecimento Pernoite Braços perpendiculares Abraços pendentes
Ponto.
(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Brisa e Breu

Brisa e Breu Brincaram
Atrapalhados Abobados Principiaram Projetaram Programaram Batata Pegada Princípio Precipício Precípuo Batida apertada Abarrotados Aperreados Apertados Apavorados Abestalhados Próximos Brisa e Breu Brilharam.


(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Poema alierando P

Procuro palavras para o poema
Permaneço parada
Estupefata
Pairando
empanando palavras parcas
paradas
apegadas
preparadas
esperançosas
em promover
passionalmente
pessoalmente
o P
meu P
meu prólogo
meu próximo
pensamento piegas
personalizado
próprio
impróprio
provável
passional
abrupto
apodrecido estampido
aperreada
espremida
aparecida
aparo
paro.






Exercício do curso Iniciação à Redação Literária, com Gílson Rampazzo 21set17

Rio

É o que sou, por isso, tempos em tempos preciso desaguar, seja em más ou boas marés, preciso só desaguar e continuar.

Queimada Varrida

Os sentimentos não mudam feito queimada varrida
Lavada
Eu, profusa, sempre perdida
Sem coragem de ir
Cheia de medo
À espera
Do que não vem
Decepcionada
Não fiz
Queria
Limpa
Confusa
Difusa
Chapada
E muito mais
Sem mais.

Músculos

Doem ossos e músculos que eu nem sabia que existiam, músculos cheios de razão.
Coração, que não é disso, longe do chão, viajando, sem correr, rodopiando, nuveando, mergulhando.

Desse deste jeito

Deste jeito assim antes não, não houve antes, deste jeito, em que não consigo mudar de linha, deste jeito que parece que só teus olhos são claros, que só teus cabelos são caracóis e só tua boca é... Só teus posts inquietam, só por tuas letras há ansiedade, só por teus sons, sonhos... deste jeito antes, não... nunca na história desta mortal, não, porque desta vez, é desta vez! Deste jeito antes... não, porque agora tem as frutas da tua camisa, os graus da tua lente, o fofo... porque desta vez, há coisas inexistentes  existindo,  a cabra sorri para o horizonte: rosa, de chapéu, vinil, onde os teus são os únicos claros olhos de mergulho.

Das coisas que não existem

Estou com saudades de acreditar em coisas, que já sei que não existem... Que pena