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Amor (não discursivo)

Ama fracionado Ama profusa Ama aparecida Ama iluminada Ama colorida Ama e dança Ama arrebatada Ama e prossegue Ama feito coelho Ama correndo Ama pelo campo Ama onça Ama ultrapassada Ama quebrada Ama sem copos Ama desamarrada Ama amarra Ama de escudos Ama e procura Ama calças largas Ama chinelos velhos Ama pastel de nata Ama cadeira vazia Ama a boneca Ama no canto do quarto Ama a casa Ama o fogo Ama olhos Ama acima Ama céu Ama cinza Ama a frente Ama ipê Ama florida

(Treino: Poema com estrutura não discursiva 1 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Ipê (3)

Ipê cores Cores flores Flores luz Luz braços Braços árvore Árvore sol Sol troféu Troféu beijos Beijos verdes Verdes raízes Raízes caminho Caminho Ipê Ipê amarelo Amarelo ipê


(Poema com estrutura não discursiva 3 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Ipê (2)

Do cinza cores
Da queimada flores Do escuro luz Das pernas braços Do urbano árvores Da noite sol Da derrota troféu Da separação beijo Do seco verde Do ar raízes Da perda caminho Do concreto ipê Só em olhos moles Olhos moles de outono verde Olhos moles de inverno quente Olhos moles de primavera constante Olhos moles de veraneio Olhos moles meus De ipê florido.


(Poema com estrutura não discursiva 2 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Ipê (1)

Ipê cores Ipê flores Ipês luz Ipê braços Ipê árvore Ipê urbano Ipê sol Ipê troféu Ipê beijo Ipê folhas Ipês raízes Ipê caminho Ipê ipê.


(Poema com estrutura não discursiva 1 - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Amor

Fracionado e profuso ele aparece feito as luzes coloridas da pista de dança Arrebatada, prossigo feito coelho correndo pelo campo Onça correndo me ultrapassa quebra meus copos Minhas amarras Meus escudos Procuro as calças largas os chinelos velhos o pastel de nata a cadeira vazia a boneca no canto do quarto Mas a casa... A casa pegando fogo Olhos a cima Céu cinzento Olhos a frente: Ipê florido.


(Exercício: Poema com uso de metáforas - curso Iniciação à Redação Literária, c/ Gílson Rampazzo)

Pedro

Barriga de Pedro Pedro perto Abraço Pensante Pedro Pedra Pulmão Pessoa pequena Brasa Bala Bola Bolo Pedro possante Impulsivo Bravo Brasa! Boca bonita Bico Beiço Beijo Protejo Projeto Predileto Preferido Benquisto Bendito Parte aparte Me abate Por Pedro Babo.


(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Rascunho

Desbaratada Bebia Prosseguia Apaixonada Apetecida Emputecida Pietá Preta a barba Bonita Bia Boiava Babava Aprovava Beliscava Embasbacada

(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Política

Político bom pode?
Poderia Precisaria aparecer... Precisa Presença “bonita”? Bastante Propina Abundante Bem apessoados Bem despreparados Bem preparados Pra aprontar O povo? Padece Pranteia Pira O podre aparece Pobre peca Político prevalece Poder apodrece Político apressado Pobre estropiado Pisoteado Político boemia Pobre putaria Político abonado Pobre vagabundo Político supõe Povo supunha Política pública: Povo oprimido Comprimido Subnutrido.


(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

A parte preta

Presença Preta Bela Impera Bate Pede Precisa Proclama Aporta Aborda Importa Importância Preta? Branca? Personagem Cabelo? Preto de branco Pele? Complicada Preta esbranquiçada Branca empretecida Parida Pessoa P e s s o a Encoberta Perdida.

(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

P&B

Barba do Prato Aparece Brilha Perna bamba Abraço Beijo Pedra Balança, balança Paisagem:
barba Boca
Bigode Pode Pula Baila Bom baile Progresso Panorama Papo Plácido Aplacada Respira Papilas Obcecadas A boca Bebida Perfume Batidas profanas Vibração Entorpecimento Pernoite Braços perpendiculares Abraços pendentes
Ponto.
(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Brisa e Breu

Brisa e Breu Brincaram
Atrapalhados Abobados Principiaram Projetaram Programaram Batata Pegada Princípio Precipício Precípuo Batida apertada Abarrotados Aperreados Apertados Apavorados Abestalhados Próximos Brisa e Breu Brilharam.


(Poema Aliterando P e B Exercício - curso Iniciação à Redação  Literária, c/ Gílson Rampazzo set17)

Poema alierando P

Procuro palavras para o poema
Permaneço parada
Estupefata
Pairando
empanando palavras parcas
paradas
apegadas
preparadas
esperançosas
em promover
passionalmente
pessoalmente
o P
meu P
meu prólogo
meu próximo
pensamento piegas
personalizado
próprio
impróprio
provável
passional
abrupto
apodrecido estampido
aperreada
espremida
aparecida
aparo
paro.






Exercício do curso Iniciação à Redação Literária, com Gílson Rampazzo 21set17

Rio

É o que sou, por isso, tempos em tempos preciso desaguar, seja em más ou boas marés, preciso só desaguar e continuar.

Queimada Varrida

Os sentimentos não mudam feito queimada varrida
Lavada
Eu, profusa, sempre perdida
Sem coragem de ir
Cheia de medo
À espera
Do que não vem
Decepcionada
Não fiz
Queria
Limpa
Confusa
Difusa
Chapada
E muito mais
Sem mais.

Músculos

Doem ossos e músculos que eu nem sabia que existiam, músculos cheios de razão.
Coração, que não é disso, longe do chão, viajando, sem correr, rodopiando, nuveando, mergulhando.

Desse deste jeito

Deste jeito assim antes não, não houve antes, deste jeito, em que não consigo mudar de linha, deste jeito que parece que só teus olhos são claros, que só teus cabelos são caracóis e só tua boca é... Só teus posts inquietam, só por tuas letras há ansiedade, só por teus sons, sonhos... deste jeito antes, não... nunca na história desta mortal, não, porque desta vez, é desta vez! Deste jeito antes... não, porque agora tem as frutas da tua camisa, os graus da tua lente, o fofo... porque desta vez, há coisas inexistentes  existindo,  a cabra sorri para o horizonte: rosa, de chapéu, vinil, onde os teus são os únicos claros olhos de mergulho.

Das coisas que não existem

Estou com saudades de acreditar em coisas, que já sei que não existem... Que pena