sexta-feira, dezembro 12, 2008

Poema dos meus Sentimentos

Atrapalhada
Atrasada
Pressionada pelo relógio
Caótica
Sinto sem absinto
Descompasso apressado
Ócio pernóstico
Olho tolo
Perdido dia
Insegura censura
Perdida
Manhã aflita
Incompetente sem
Tempo
Que tempo
Incompetência
Do tempo
Que tenho
Quero tempo
Quero palavras
Quero quero
Não entrego
Nem esmero
Socorro corro
Procuro palavras
Atrasada persistência
Ínterim que ri de mim
Tempo que ronda
Zomba
Vento alento
Destempo
Sentimento
Palavras avoadas
Finalizam
Inabilidade temporal
Final.

domingo, dezembro 07, 2008

São Paulo

São 19:18 horas e eu de olhos rasos e bandeira tricolor amarrada nas costas, bebo e comemoro.
Como uma mocinha piegas em frente à TV chorei ao som da orquestra sinfônica do estádio vazio, segui as palpebras de Murici Ramalho e os braços de Rogério Ceni.
Devastada pelas inquisições do durante a semana, desanimada a com não-vitória sobre Fluminense, ansiosa pelo final, seguindo cada marcação de Ricky, cada lance de Dagoberto, cada dominação de Hugo, cada chute de Borges, cada pique de Miranda, cada escanteio Jorge Wagner, cada tudo de cada são-paulino, agora comemoro e digo com todas as letras, não para provocar ninguém, não para nada a não ser proclamar minha paixão pelo São Paulo e desenroscar da garganta meus gritos:
É CAMPEÃO!
TRICAMPEÃO!!!
HEXACAMPEÃO BRASILEIRO!!!!!!
SALVE O TRICOLOR PAULISTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
SÃO PAULO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, novembro 25, 2008

Poema com Som de Azul

Azul
Portal da morada compartilhada
Pinceladas amadas
Enluaradas molhadas
Azul
Pintura agrura
Azul
Cantado chorado
Amargo agrado
Azul
Angústia bagunça
Azul
Angustiado calado
Azul
Escuro maduro
Azul
Desejado pintado
Amado portal azulado
Da morada compartilhada
Azulada.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Poema Aliterando K G

Augusta agrura
Que engasga
Conquistas quistas
Que graceja dos gritos
Agudos que queimam
A garganta gasta
Grotesca química
Que engana e quebra
A quina da quimera
Queria querer
Queria querida
Crina Erguida
Guerra
Grito
Gaguejo
Cuspo
Enfraqueço
Agrura crua
Garganta cortada
Que sangra e cala.

Poema aliterando T D

Tarde tácita
Desde a demora
Endosso troços
Tédio odioso
Dia tedioso
Traças destroem vidraças
Sátiros tiram trapos
Dados...
Deus
Dai-me tato...
Onde estás
Pacato ingrato?
De quatro
Tendo Infarto?
Traída caída
Desdenho-te
Digo
Sinto-me desgastada
Enfadada da saudade de ti.
Dize-me
Voltas ainda esta tarde?

sexta-feira, novembro 07, 2008

Eu e minha natureza

Florescida de meu Jardim
Precipito
Precipitada em meu Abismo
Enlouqueço
Enlouquecida em minhas nuvens
Fatigo
Fatigada em minha caverna
Adormeço
Adormecida em minha relva
Esqueço
Esquecida em meu orvalho
Umedeço
Umedecida em minha chuva
Aqueço
Aquecida em meu rochedo
Esmoreço
Esmorecida em meus maremotos
Entardeço
Entardecida em meu crepúsculo
Anoiteço
Anoitecida em minha lua
Madrugo
Madrugada em minhas estrelas
Amanheço
Amanhecida em meu sol
Ressuscito
Ressuscitada de minhas tempestades
Floresço.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Procura (Natureza Próxima)

À procura de orvalho
Encontrei poeira
À procura de Calor
Frio
À procura de vagalume
Aranha
À procura de canela
Bromélia
À procura de margarida
Granito
À procura de lagartixa
Formiga
À procura de fogo
Terra
Meus ombros chegam ao fígado
O fígado ao coração
O coração à mão
A mão à Iris
A íris ao pé
A pé procuro borboletas
Lagartas encontradas
Moles minhocas passeiam
Ácaros me sufocam
À procura de água
Mágoa me cala.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Direção (Natureza Distante)

Veste esmeralda
Cabeça estelar
Coração rouxinol
Pés iceberg
Sigo
Mãos de ornitorrinco
Dedos de sal
Pescoço de naja
Sigo
Tornozelos no mar
Costas na aurora
Cabelos nas nuvens
Sigo
Olhos para a cordilheira
Narinas para o cupuaçu
Boca para o céu
Sigo
Joelhos em areia movediça
Seios em relâmpagos
Coxas em estrelas do mar
Sigo
Ouvido busca cachoeira
Duvido
Nuca busca deserto
Esqueço
Cotovelo a cotovia
Ia
Umbigo o arco-íris
Dia
Sigo
Sigo o umbigo.

Lugar (Natureza Distante 1)

Onça no oásis
Cajá na caverna
Girafa na geleira
Meteoro no mar
Diamante no deserto
Panda no pantanal
Neve na nuvem
Alga no Abismo
Urso no umbu
Hipopótamo na hematita
Tubarão no tufão
Serigüela na Savana
Pterodáctilo na pradaria
Mercúrio no mangue
Foca na fossa
Lula na lua
Búfalo na baía
Eu no estado.

Olhos (Natureza Distante 2)

Órbita de satélites
Olhos intempéries
Recifes fechados
Olhos cerrados
Galáxias distantes
Olhos mutantes
Chuva de meteoros
Olhos mornos
Arquipélagos de milhas
Olhos ilhas
Buraco negro
Olho vesgo
Dragão
Olho pagão
Erupções
Olhos Vulcões
Crateras
Panteras
Ursos polares
Olhares
Orangotango
Pranto
Zebras
Vespas
Olhos bestas
Abertos incertos

sexta-feira, outubro 24, 2008

2º Poema com assonância em É

És pé
És fé
Fel e mel
Léu e véu
És poético
Esmero e nexo
Excelso vértice
És incerto e indigesto
Maestro pirético
Quepe e leque
És céu e cordel
Ébano e celeste
És assimétrico e correto
Mestre hermético
Clérigo cético
Acesso e retrocesso
És Dileto e direto
Eclético épico
Velho ereto
Disléxico intrépido
Metro quilométrico
Neve bélica
És o pileque que engrandece.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Poema com assonância em Ó

Oh dóceis bobocas
Vós olhos próximos
Vós cornos broxas
Vós cacófagos amorfos
Vós monótonos idiotas
Vós blocos, tocas
Vós sórdidos porcos
Vós odiosos buldogues
Vossos ódios
Vossos ósculos
Vossas tochas
Vossas portas
Vossas notas
Vossas costas
Vossas mostras
Vossas moras
Vossos mortos
Vossos nós
Tortos fortes
Mórbidas cossas
Dó de vós
Oh Caóticos beócios.

Poema com assonância em É

Diletos mestres
Eméritos psicodélicos
Seletos intrépidos
Fé homérica
Pés no Céu
Belas Quimeras
Quermesses
Serestas
Festas frenéticas
Coquetéis
Vedetes
Belas mechas ao léu
Badernas éticas
Violoncelo
Pincel
Peças
Presépio modesto
Boneca
Geléia
Mel
Bisteca
Esmero
Gestos etéreos
Epopéias
Anéis
Véus
Cinderelas molecas
À espera de corcéis
Época poética

quinta-feira, outubro 16, 2008

Lango

Lango meu tango
Meu anjo
Meu santo profano
Meu mango
Meu humano insano
Meu ano
Meu acanho fandango
Meu panho
Meu manto assanho
Meu canto
Lango que amo

Mara Voara (3º Poema com assonância em A)

Mara sentada
sonhava
Mara Encantada
relembrava
Claras baladas
Mara dançava
Sonatas marcadas
Mara cantava
Cantadas enluaradas
Mara beijava
Amada
Mara avoada
Amara
Mara Voara
Arara

Poema com Assoância em U

Tu luso fecundo
Tu vagabundo
Tua volúpia
Luxúria pública
Abrupta...
Cus bundas
Tu múmia púrpura
Soturna
Tu furúnculo fúnebre
Entulho úmido
Tu fungo rotundo
Inseguro túmulo
Tu caruncho intruso
Mergulho imundo
Murmúrio pulha
Sussurro urro
Urubu coruja
Tu defunto
Adubo

Mara (2º Poema com assonância em A)

Mara sentada
sonhava
Mara Encantada
relembrava
Claras baladas
Mara dançava
Sonatas marcadas
Mara cantava
Cantadas enluaradas
Mara beijada
avoada
Amara
Mara Voara
Amada
Mara amara
chorava

Poema com Assonância em A

Dá literato
Dá amásia
Dá pacato
Pecado
Dá miado
Planetário
Dá salgado
Dá lata
Dá barata
Da mata
Baralho
Pra Caralho
Rapaz e capataz
Carro e sapato
Dá gato amassado
Risada e palhaçada
Dá goleada, cervejada
Moçada, Cachaça
Batata...
Cagada
Dá gelada
Dá barato
Dá caro
Bancária Precária
Impávido casado
Tarado
Calçada enluarada
Molecada pelada
Pirada
Dá gargalhada.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Fotografia

No foco montanha
Deserto
No foco flor
Rubi
No foco amigo
Umbigo
No foco bolo
Idade
No foco céu
véu
No foco rio
Espuma
No foco namorado
Atrapalhado
No foco luz
Amarela
No foco lixo
Podre
No foco mar
Ilha
No foco
memórias da retina.

Fotografia

No foco montanha
Lembrança
No foco flor
Beleza
No foco amigo
Saudade
No foco bolo
Passado
No foco céu
Alegria
No foco rio
Aventura
No foco namorado
Amizade
No foco luz
Decepção
No foco lixo
Tristeza
No foco mar
Prazer
No foco
memórias da retina.

Procura

Procurando a flor encontrei o lixo
Procurando o namorado encontrei o amigo
Procurando a montanha encontrei o mar
Procurando a luz encontrei o rio
Procurando o céu encontrei o chão
Realidade que salga o bolo dos sonhadores

quarta-feira, outubro 08, 2008

Quimera

Ele dormia
A rede balançava na varanda
A aliança reluzia no dedo
Margarida trazia a cerveja gelada
Janela florida
Tarde ensolarada
A molecada ria e brigava
Brigava e ria
Galvão confirmava o gol
O primo resmungava
Alvoroço danado
Petisco pra todo lado
Mas a tarde foi virando noite
Não se ouvia mais a molecada
O primo nem resmungava
A cerveja turvava
A terra rachava
Margarida sumia
O alvoroço ia
O vira-lata latia
O mendigo acordava

30/set/08

Poema Aliterando P B

Preocupada com poema
Trabalho
Problemas burocráticos
Respostas pragmáticas
Buracos pequenos
Pessoas pesadas
Paradas
Barreiras baixas
Pacatos babacas
Políticos pedantes
Parasitas públicos
Perfeitos boçais
Prefeitos
Processos abundantes
Preocupações bestiais
Papéis podres
Páginas em branco
Palavras.

24/set/08

quinta-feira, setembro 18, 2008

Poema aliterando P

Parada na porta
procuro palavras
para proclamar
póstumas proezas
do poeta pagão
permeadas de paixão
progredirão poesias
pintadas sobre
a parede pálida
pensamentos pecaminosos
passarão do passado
presentearão o presente.

Corpo

Roçando no corpo
O corpo
Enroscando no corpo
O corpo
Incomodando o corpo
No corpo
Espremendo o corpo
No corpo
Disputando espaço entre o aço
Corpo a corpo
O corpo.

do Curso

Do Curso
Iniciação ao Texto Literário
Professor Gilson
Museu Lasar Segal
Vem pra este Canto
as próximas palavras.

A volta do Blog

Meu blog
coitado
tão esquecido
parado
volto a ti
querido
perdoe-me
acolha-me
retorne
fique
expanda-se
abrace-me
meu cantinho.

quinta-feira, maio 22, 2008

terça-feira, março 25, 2008

Tolerância... A paciência

A panqueca veio trocada, com molho branco, que não gosto nadinha.
Eu tive que ir trocar, nem tomei a cerveja, nem ganhei cortesia, só panqueca fria.
Na volta, a família reunida, aniversário da mama e, para meu azar, final de Big Brother, que eu não gosto nadinha.
Não seria democrático mudar de canal, melhor exercitar a arte da paciência...
A tolerância.
E visitar meu cantinho quase abandonado.

Músculos