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Mostrando postagens de Maio, 2006

Segunda-Pijama

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Acordei de má vontade, como às segundas, fui trabalhar.
De repente me dei conta do pânico geral, todo mundo preocupado, exacerbado, meu chefe tentava , como sempre, ver tudo da melhor maneira, que no caso era a menos ruim, eu via tudo de longe, parecia um filme, eu ainda estava anestesiada pelo fim de semana.
Resolvi almoçar e desisti de ir à Marisa (de mulher pra mulher), então me dei conta que eu também estava com medo. Voltei para o trabalho pensando em Angola, em guerra civil... Tudo era tão distante e tão próximo, tudo ainda me parece filme.
Todos os meus estão bem, meu sobrinho continua brincando sem saber de nada ... Ponho roupa na máquina me sirvo de vinho e vejo Lost, Lost Retrospectiva, ainda me sinto estranha, anestesiada, sem vontade de fazer nada, a não ser, me anestesiar ainda mais.

Tudo quase igual, mas diferente

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Quando eu cheguei, minha mãe estava me esperando como quase sempre, mas quando eu abri o portão o Fred não veio me encontrar, a lua estava cheia e alta e eu a observei por muito tempo enquanto escondia minhas lágrimas atrasadas,
Comidinha boa, caminha quente.
Meu pai estava em casa cedo e almoçamos todos juntos um franguinho caipira.
Até ensaiei. Filme na madrugada igual.
Telefone tocando na madrugada pode ter dois significados: Amigo bêbado na balada ou notícia triste, não tinha nenhum amigo bêbado. Minha mãe disse que a notícia era boa porque ele estava sofrendo muito, embora ela tivesse razão, notícia de morte nunca foi boa para mim, quem sabe quando o Bush morrer, mas não era o caso.
Eu tentei dormir, mas me lembrei dele o tempo todo, tínhamos a mesma idade.
Ailton nasceu 13 dias antes de mim, na Bahia, numa cidadela perto de Ilhéus, adulto, mudou-se para São Paulo, como eu. Lutava karatê, como eu vi nas fotos, mas quando eu o conheci, ele já não tinha um braço, trabalhava como voluntár…

O Perfume (não o de Süskind)

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Quando eu tinha 16 anos e cursava o 2º Colegial no Colégio Soares de Oliveira, em 1992, a pedido da Profª Lucília, eu li “O Perfume”, de Patrick Süskind, foi uma boa experiência, li o livro de um um dia para o outro, de última hora, mas fiquei feliz por conseguir ler tão rápido e gostei do livro, sempre me lembro de partes inteiras dele, o que acontece somente com mais um ou dois.
Na semana passada, amargamente lembrei-me deste livro, mas não foi nada bom.
Com o intuito de aprimorar meus conhecimentos artísticos, inscrevi-me numa oficina de teatro no espaço Cultural Mazzaropi. Feliz por ter conseguido uma disputada vaga, lá fui eu animadamente rumo a zona leste, enfrentando ônibus elétrico lotado, atrasado e posteriormente quebrado. Mesmo assim cheguei a tempo.
Todo mundo feliz, se cumprimentando, aquela conhecida coisa de início de um curso, de novas amizades, de um processo conjunto. Até aí tudo tranqüilo. Pouco tempo depois eu já estava achando aquele negócio de “ Você sabe abraçar? …