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E?

E essa saudade que me invade?

Carlinhos

Carlinhos tinha os olhos claros como os da avó Francisca Carlinhos era um cara alto, loiro Sorridente, brincalhão, piadista Extraía humor de qualquer situação Até em velórios Carlinhos gostava de moto Levava a tia para passear na garupa Carlinhos sofreu um acidente de moto Quase morreu.. A família, a noiva Todos apreensivos Carlinhos sobreviveu Viveu Mas hoje Carlinhos Morreu E eu, prima de Carlinhos, Continuo incompetente para lidar Com a finitude da vida E eu não consigo imaginar Quem conseguirá ter humor No velório de Carlinhos.

Presente

Perdoe-me o mau jeito
Mas ando meio sem eixo Chamando-te de meu amor Quando não ouves Admirando-te de longe Ouvindo tua voz no chuveiro E quando fecho os olhos vejo tua boca sinto teus beijos Pegaste-me desprevenida Deixaste-me embevecida Fizeste-me esquecer da loba Veio a adolescente Não era frio na barriga... O coração que começou a bater Tão forte de quase parar E a cabeça confusa Fugidia... Que me importam Tantas histórias que temos Tivemos? Passados sempre existem Presentes também Mas presente como Este É raro Caro Por consequência Complicado Perdoe-me o mau jeito Se for apenas meu O sentir Ainda assim vale És, neste presente, Minha inspiração Minhas palavras são tuas Este pedaço da minha história O agora é teu.

bem?

Não sabia que estava tão bem Tão abraçada inebriada do seu cheiro Seus lábios meus só por uma despedida Só por um caminho Caminho que me percorre até agora Caminho que não acaba dentro de mim Sua voz
Seus olhos
Seus cabelos Seus lábios Você todo
tão longe E tão assustadoramente aqui Não sei se está tudo bem Sei que você não está Mas ficou aqui Continuo perdida naquele caminho Você caminha dentro de mim Quando acordo Quando fecho os olhos Quando danço, escrevo Fotografo, poetizo Você está sempre Caminhando dentro de mim.

Ressoa

Do formato da sua boca do seu sorriso da sua voz Da beleza do seu som Dos seus lábios Da sua luz Do seu cheiro Da saudade Você ressoa em mim.

Sarau Embaixo da Terra #3

Sexta-feira 13 nublada Ótimo dia para a melancolia Ou para a poesia Escolho a poesia Poetas, bruxas, bruxos e simpatizantes Para vencer esse tempo difícil O remédio é poetizar Esqueçamos as agruras Ou coloquemos as agruras no papel, na arte, na poesia, nos ouvidos dos amigos No microfone do porão Gratidão Porão! Exorcizemos os males com palavras e cervejas boas Temos Poema ao Vivo Obrigada Brittox! Temos bateria Obrigada Henriques Doem palavras Pratiquem a empatia Bora fazer poesia Bem vindos à 3ª edição do Sarau Embaixo da Terra Microfones e veias abertas.