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Poema alierando P

Procuro palavras para o poema
Permaneço parada
Estupefata
Pairando
empanando palavras parcas
paradas
apegadas
preparadas
esperançosas
em promover
passionalmente
pessoalmente
o P
meu P
meu prólogo
meu próximo
pensamento piegas
personalizado
próprio
impróprio
provável
passional
abrupto
apodrecido estampido
aperreada
espremida
aparecida
aparo
paro.






Exercício do curso Iniciação Redação Literário, com Gílson Rampazzo 21set17

Rio

É o que sou, por isso, tempos em tempos preciso desaguar, seja em más ou boas marés, preciso só desaguar e continuar.

Queimada Varrida

Os sentimentos não mudam feito queimada varrida
Lavada
Eu, profusa, sempre perdida
Sem coragem de ir
Cheia de medo
À espera
Do que não vem
Decepcionada
Não fiz
Queria
Limpa
Confusa
Difusa
Chapada
E muito mais
Sem mais.

Músculos

Doem ossos e músculos que eu nem sabia que existiam, músculos cheios de razão.
Coração, que não é disso, longe do chão, viajando, sem correr, rodopiando, nuveando, mergulhando.

Desse deste jeito

Deste jeito assim antes não, não houve antes, deste jeito, em que não consigo mudar de linha, deste jeito que parece que só teus olhos são claros, que só teus cabelos são caracóis e só tua boca é... Só teus posts inquietam, só por tuas letras há ansiedade, só por teus sons, sonhos... deste jeito antes, não... nunca na história desta mortal, não, porque desta vez, é desta vez! Deste jeito antes... não, porque agora tem as frutas da tua camisa, os graus da tua lente, o fofo... porque desta vez, há coisas inexistentes  existindo,  a cabra sorri para o horizonte: rosa, de chapéu, vinil, onde os teus são os únicos claros olhos de mergulho.

Das coisas que não existem

Estou com saudades de acreditar em coisas, que já sei que não existem... Que pena

Brasileirice

Imagem
No meio daquela gente alegre, daquela música ritmada, do côco, das cores, daquela brasileirice toda tocando minha brasileirice latente, me senti tão feliz...