quarta-feira, setembro 13, 2006

Independence Day, a Epopéia

Um tanto quanto sonada, entrei no carro no meu irmão às 7:30 hrs da manhã para passarmos o feriado em família.
Destino Barretos.
Distância aproximada: 450 km.
Tempo previsto para o percurso: 5 a 6 horas.
Na metade do caminho, em São Carlos, paramos num posto, já que, o carro estava puxando muito para o lado esquerdo.
O solícito mecânico constatou que a homocinética estava quebrada, mas que em meia hora o carro estaria pronto.
Chegamos ao posto às 10:24 hrs. e saímos de lá às 16:30 hrs. depois de muito stress, dos mecânicos desmontarem o carro e acabarem de quebrar o eixo (sim, eu até aprendi que no Gol 98 o eixo e a homocinética são um peça só e não se pode tirar um sem o outro, e não adianta martelar nem usar serra elétrica, como fizeram).



Passei o dia todo do feriado em São Carlos, mais precisamente no posto Graal, foi muito divertido... Deu tempo de ler, de aprender sobre mecânica, de falar ao telefone, de inventar várias brincadeiras para distrair meu sobrinho, de conhecer todos os funcionários do posto, do caixa à tia do banheiro, que estava com problema de pressão.



Bom, mas ao por do sol, o golzinho homocinético estava sobre o guincho da Porto Seguro e nós estávamos acomodados do táxi do Sr. Francisco, que a seguradora nos mandou, todos acreditando que o destino estava próximo... Porém, eis que o táxi do Sr. Francisco começou a esquentar, eu estava cochilando quando ouvi a notícia e achei que era brincadeira, pois me disseram que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar... Mas aprendi dois carros quebram com os mesmos passageiros no mesmo dia. Sempre aprendendo sobre mecânica, paramos na beira da estrada perto de Matão, devido ao mal funcionamento da bomba do termostato.



À essa altura, não tínhamos mais forças para xingar, primeiro ficamos meio catatônicos, depois começamos a rir, o guincho (o que trazia o Gol) chegou, o filho do motorista do guincho, que é mecânico, foi arrumar o carro.
A lua estava nascendo lindíssima e eu resolvi tirar fotos e brincar de “tacataca” com o risonho Iaguinho.



Chegou o carro de ajuda da rodovia, o filho do Sr. Marinho (o motorista do guincho) mexeu daqui dali e um tempo depois (resolvi nem contar muito) o táxi do Sr. Francisco voltou a funcionar.




Enfim, a epopéia estava chegando ao fim...


Chegamos na casa da minha mãe apenas 14 horas depois de sair da minha casa, sãos, salvos, cansado e famintos... Sorte que almoço estava pronto desde das 13 hrs.

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