terça-feira, novembro 25, 2008

Poema com Som de Azul

Azul
Portal da morada compartilhada
Pinceladas amadas
Enluaradas molhadas
Azul
Pintura agrura
Azul
Cantado chorado
Amargo agrado
Azul
Angústia bagunça
Azul
Angustiado calado
Azul
Escuro maduro
Azul
Desejado pintado
Amado portal azulado
Da morada compartilhada
Azulada.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Poema Aliterando K G

Augusta agrura
Que engasga
Conquistas quistas
Que graceja dos gritos
Agudos que queimam
A garganta gasta
Grotesca química
Que engana e quebra
A quina da quimera
Queria querer
Queria querida
Crina Erguida
Guerra
Grito
Gaguejo
Cuspo
Enfraqueço
Agrura crua
Garganta cortada
Que sangra e cala.

Poema aliterando T D

Tarde tácita
Desde a demora
Endosso troços
Tédio odioso
Dia tedioso
Traças destroem vidraças
Sátiros tiram trapos
Dados...
Deus
Dai-me tato...
Onde estás
Pacato ingrato?
De quatro
Tendo Infarto?
Traída caída
Desdenho-te
Digo
Sinto-me desgastada
Enfadada da saudade de ti.
Dize-me
Voltas ainda esta tarde?

sexta-feira, novembro 07, 2008

Eu e minha natureza

Florescida de meu Jardim
Precipito
Precipitada em meu Abismo
Enlouqueço
Enlouquecida em minhas nuvens
Fatigo
Fatigada em minha caverna
Adormeço
Adormecida em minha relva
Esqueço
Esquecida em meu orvalho
Umedeço
Umedecida em minha chuva
Aqueço
Aquecida em meu rochedo
Esmoreço
Esmorecida em meus maremotos
Entardeço
Entardecida em meu crepúsculo
Anoiteço
Anoitecida em minha lua
Madrugo
Madrugada em minhas estrelas
Amanheço
Amanhecida em meu sol
Ressuscito
Ressuscitada de minhas tempestades
Floresço.

Músculos