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Langada

Pós samba, pré-festa, a vila, na Mariana, me esperava. Na chegada, meus sentidos já adivinhavam, previam e miravam. A noite amanheceria clara, eu, nublada, langada.

A sorrir eu pretendo levar a vida

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Para começar bem a semana O Sol Nascerá Cartola Composição: Cartola A sorrir Eu pretendo levar a vida Pois chorando Eu vi a mocidade Perdida Fim da tempestade O sol nascerá Fim desta saudade Hei de ter outro alguém apara amar A sorrir Eu pretendo levar a vida Pois chorando Eu vi a mocidade Perdida

Quebra-copos

Eu nada pensava em quebrar, estava largada no sofá, mas um terrível amigo me convenceu, com bons argumentos, a quebrar a ressaca e ir sambar. Domingo, u Ó! Lá fui eu, inocente, de preto, já animada. Conversa, cerveja e samba, samba, conversa e cerveja. Dancei com o Rodrigo e quem era o Rodrigo? Era o aniversariante, é o que sei. Na volta para a pista, eu não sabia o nome do belo sambista que sorria e não sabia sambar, mas ele me puxou pra dançar, o copo espatifou no chão. Descobri que ele sabia quebrar e beijar! Foi aí que eu pensei: Que bom que eu parei de quebrar garrafas e me machucar, muito melhor beijar e deixar que quebrem os copos por mim.

Coin

Quem não gosta de samba bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente, eu nasci com o samba, no samba me criei e do danado do samba, nunca me separei Repetições, talvez, imprecisas, de um dia doido, começado com restos a pagar de Havana e terminado filosoficamente com Ramos e Niemayer na esquina da Iracema. Dia acarretado de segredo positivo e meu time fazendo papelão no samba que anoitecia nos olhos do sãopaulino inveterado e chorado no balcão. Coincidências terríveis, incríveis e, sobretudo, cariocas, estupefaram um coração azul desavisado. Que venham outros: Sambas, cabelos e sobretudo, encontros tão bons, inesperados, planejados pelo acaso, e que o acaso seja bom... Bom final de semana E eu, que já queria ser jornalista...

Santiago

Não era Santiago, era exposição. Ela de azul, lia. Ele, de branco, falava com sotaque Ela se virou, sem acreditar, nem conseguir falar... Foram interrompidos pelo silêncio, pela surpresa, pelos amigos. Então, ele falou, mas não foi, ficou... Por fim, partiu, sem saber que roubara todos os pensamentos daquela mulher. Piegasmente destinados se sentiam, ainda não sabiam, logo se reencontrariam, se amariam se fariam felizes.

Reticendo

E quando a indiferença instalada já acomodada, fazia ponto, o ponto da quebra. Eu já estava de saída... Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, o sentido reapareceu e irritou os profusos, confusos, entranhados, pedaços de afeto. Repeti palavras, como no primário. Respirei fundo e deixei a água morna cair. O dia está começando.

entretrechos

eu passaria a vida toda ao lado dessa bunda Um corpo é primariamente um encontro com outros corpos (David Lapoujade) Ontem quando garrafa quebrou, ficou claro: Me faz mal (ponto). Mas os cacos não mais ferirão minha pele Deixarei de quebrar a garrafa. a sorrir eu pretendo levar a vida