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Zinha

Meu time perdeu, me sinto só. Não estou só. A dependência causa uma solidão maior.

Tolerância... A paciência

A panqueca veio trocada, com molho branco, que não gosto nadinha. Eu tive que ir trocar, nem tomei a cerveja, nem ganhei cortesia, só panqueca fria. Na volta, a família reunida, aniversário da mama e, para meu azar, final de Big Brother, que eu não gosto nadinha. Não seria democrático mudar de canal, melhor exercitar a arte da paciência... A tolerância. E visitar meu cantinho quase abandonado.

9 M

Imagem

Perdas Estranhas

As imagens passam na minha cabeça, ouço aqueles sons, aqueles gostos, mais imagens... Um escrito laranja, uma foto no portãozinho verde do clube, carnaval, filé ao molho madeira, a escadaria ao lado padaria, bateria, piano, o cabelo da mãe, a 43. O Juninho, o irmão do Jôly, morreu. Ele também era irmão do Gilbert, filho do Zé Luiz, que trabalhava com meu pai e da Valdeci que tinha o cabelo grande. Jogava vôlei, era bem atraente na adolescência, cabelos pretos, forte, bacana, engraçado. Namorou a Márcia. Um dia, fizemos a brincadeira do copo. Num tempo, estivemos juntos quase todo o tempo. Nesse tempo ele queria fazer medicina, soube que fez, como soube que foi morar em Uberlândia, que casou, teve filhos. Nunca mais nos vimos, nem nos veremos. Tristeza estranha. Como pode acontecer algo assim? Algo que acontece o tempo todo... Adeus sempre tem, dito, anunciado, constado, sempre difícil, inacreditável, alheiamente concretizado.

Quebra

Os palhaços se foram e me deixaram perdida, triste, sem rumo e sem fé. Sinto falta da minha fé.... Otimismo ido. Muito barulho por nada, muito esforço pra quase nada, muita DR pra nada, muita paixão desperdiçada. Fim sem meio, sem concretização Nada que paira... Poeira... Vazio onde havia superação. Vazio onde havia palhaçada. Vazia eu. Oca. Grande e oca. Sinto falta da tia Alva. Sinto falta de mim.

Norberto

Fim de expediente longo, desanimado, chato... De segunda deprimente Sono e tristeza desmotivada me apertam o peito. Saio mais cedo, sonolenta e desanimada.. No farol da Clóvis, bem na minha frente cai o Norberto da moto que foi uns metros para frente. Norberto não consegue levantar. Eu chamo o resgate. Fazemos sinal para os carros não atropelarem Norberto. Eu ligo para o trabalho dele. Ele continua lá caído, cheio de dor, os bombeiros chegam e eu me vou com a minha dor desanimada tão ridícula perto da do Norberto... Mais ainda perto da moça que pede esmola do lado da criança, que parece tão predestinada ao um futuro tão curto e cruel. Eu sigo, passo no mercado para gastar o dinheiro que não tenho. E volto para casa, ainda desanimada, mas com vergonha de tanta preguiça e depressão desmotivada, que resolvo até ler, até escrever, até estudar, até reagir. Boa sorte Norberto!

Finalmente

Sexta quente cansaço latente descanso iminente fim de semana contente