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Recado

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Oi... Acabei de enterrar o Fred no jardim.

Fé

Eu darei a estrela, pois Jesus é meu garçom.

Azul Desbotado

Um escorpiano de olhos azuis preencheria minha solidão no bar amarelo. Ombros para o chão, sorriso sem luz e olhos que não me foram mar. Apesar da rede na varanda, do saquê e dos filmes da Janis e do Barret... O vazio continua vazio, de olho no céu. A solidão me sorri intensamente e seduz mais que o escorpião. Pego um táxi. A cabra continua a subir a montanha só.

13 a 33

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Aos 13, ela se encantou pelo filho do Seu Zé, que lhe servia doce sírio amarelo e vermelho no bar da esquina.. Aos 15, flertava com o garçom da barraca de praia de frente à colônia de férias. Aos 17, ficou com o Sebastian, o barman do Los Gringos. Aos 21, namorou o Giovani, que servia no Piola. Aos 23, na sua formatura, ganhou uma garrafa de champagne do rapaz do buffet do baile. Aos 25 ,casou-se com o Rodrigo, que trabalhava na Casa Belfiore, um pub vizinho. Aos 27, ela ficou sócia da Belfiore e logo depois descobriu que estava grávida. Aos 30, o casamento terminou. Aos 31, ela começou a freqüentar o Berlin, um novo bar da Barra Funda. Aos 33 casou-se novamente com o Raul, o garçom do Berlin.

Purple Hat

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Depois da reunião do Trocadilhos e Sobressaltos, seguimos eu e meu ex-namorado-primo-parceiro-irmão, para nosso local preferido. Graças aos Deuses do Álcool, ela, a Belfiore, estava lá, a nossa espera, com amigos de sempre e de longe, cachorro, gente moderna conhecida e desconhecida, olhares amigáveis, Supla de chapéu roxo e o garçom de olhos tristes de ressaca, como os de Capitu. Originais e Originais, papos-cabeça, conversas despretensiosas, fumaça, som e torpedos inadiáveis convivem conosco por um tempo feliz. No horário da Cinderela de bruxas-vizinhas, as janelas fecham, Belfiore quase completamente tomada, noite Belfiore terminando, noite Berlin começando, fe ou infelizmente sem mim, já que Iago, meu inimaginável superego do momento, conteve meu compulsivo, desenfreado, alcoólico e luiziano desejo da balada de terça-feira. À 1:30 da manhã eu já estava no aconchego do meu lençol azul. Balanço: + : Uma quarta-feira produtiva de trabalho e capoeira, menos negativos na minha conta-cor...

Impressões de um Reveillon BBB (piada interna)

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Cheguei àquela cidade depois do mini-tsunami, dividi um apartamento com amigos de meia-idade, tínhamos entre nós um casal não bíblico. Analisamos a vida de seres extraterrestres famosos, ouvimos reggae e fotografamos gringos-coxinha. O milagroso estava entre nós, os helicópteros nos sobrevoavam, mas mesmo assim fumávamos. Entre caminhadas, alongamentos e porres, cozinhávamos e nos alimentávamos bastante bem. Nadando e furando ondas, desbravamos o litoral norte paulista, quase a custa da vida de um dos nossos, que felizmente foi salvo pelo Brabo herói presente. Erramos o caminho da Praia do Cedro e chegamos à Pitangueiras e depois à Enseada. Assim, decidimos em definitivo adotar a Vermelhinha, onde passamos a virada depois de cearmos e distribuirmos presente para nossos jovens e necessitados vizinhos. Ao final da jornada, o céu fechou de tristeza, visitamos Toninhas e partimos deixando o Milagroso à espera do verdadeiros donos. Tempos depois eu chegaria à São Paulo sobre o agitado guinc...

Depois da tempestade

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Acordo meio zonza com o telefone, é Harumi que esqueceu a máquina e carteira. Minha casa, parece que foi devastada pelo tsunami, mas ainda cheira levemente a churrasco. Entro no banho e embalada pela água vou lembrando em flashes do dia anterior, a festa foi um sucesso, quanta gente! Toda essa lista aí debaixo (se não esqueci de ninguém). Teve violão, comida, bebida, bebida, dança, karaokê, fumaça, beijo, presente, gente desmaiando no banheiro, dormindo no quarto, cantando na sala, conversando no quintal, tomando chuva, fugindo da chuva, interfone, telefone, celular tocando, gente falando (só não lembro bem o que), comemoração do tri, ó Tricolor! São Paulinos contentes, corintianos, santistas, violeiro palmeirense, gente de todo time, amigos de muito antes, amigos novos, amigos. A chuveirada ajuda e a Cleuzinha chega pra me salvar do tsunami. Meio zonza eu vou trabalhar, uma segunda devaneada, depois de um domingo agitado. Adoro festas.